Resignação nua e violenta

Resignação nua e violenta: Abril 2011

sexta-feira, abril 15, 2011

Dia de Sol

Tapo o olhar de um sol que cega.

De lábios secos – num barco

Puxo cordas – levanto âncora

E assobio algo que não sei

Num recrear melodramático

Que penso ter visto no cinema.


Não sei que mais assobiar

Inspiro – e parto para os confins

Na suada esperança de que rumes

Na contrariedade do poucochinho

De uma tripulação segura em mim

Que abraça o remo no meu abismo
(Partilha de um porto que só nosso)

Se-Gu-Ra! Tolo, soletro e saboreio
O significado do rumo deste zarpar

O Norte –mas diferente! Escrevo...

Estamos num barco